19/05/2013 8:00 am

AGED inicia vacinação subsidiada a partir dessa semana

Para essa campanha o governo do estado está subsidiando a compra de 30 mil doses de vacinas que beneficiarão áreas quilombolas, indígenas e assentamentos rurais.

Para essa campanha o governo do estado está subsidiando a compra de 30 mil doses de vacinas que beneficiarão áreas quilombolas, indígenas e assentamentos rurais.

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão – AGED-MA, inicia nesta semana as ações de vacinação assistida e subsidiada em áreas consideradas de risco sanitário, na 1ª etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, em vigor em todo o estado desde o dia 01 de maio.

A vacinação assistida subsidiada pelo governo do estado beneficiará, nessa etapa, pequenos criadores com rebanhos em áreas indígenas, quilombolas e assentamentos rurais. Para essa campanha, o governo do estado está subsidiando a compra de 30 mil doses de vacinas, em parceria com a Federação de Agricultura do Estado do Maranhão (FAEMA), Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Maranhão (Fundepec), Instituto do Agronegócio do Maranhão (INAGRO) e prefeituras municipais.

Segundo o diretor geral da AGED, Fernando Lima, as vacinas subsidiadas estão sendo distribuídas em municípios das regionais de Rosario, Itapecuru, Codó, Ze Doca, Imperatriz, Barra do Corda, Santa Ines, Pinheiro e Viana. “Cada unidade regional irá verificar as áreas que podem ser beneficiadas com a ‘agulha oficial’ e agendará a vacinação desses rebanhos, que, nesses casos, são acompanhadas por fiscais da AGED”, explica Fernando Lima.

De acordo com a determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os criadores – de qualquer porte – tem que vacinar seus rebanhos bovinos e bubalinos até o dia 31 de maio, sob pena de sanções que vão de multas a impedimento de transitar com seus animais fora da propriedade ou comercializá-los. Após o prazo para vacinação, os criadores ainda tem mais 15 dias para procurar os escritórios da AGED onde suas propriedades estão cadastradas para fazer a comprovação da vacinação.

“O anúncio do reconhecimento nacional de zona livre de febre aftosa para o primeiro semestre desse ano tem tornado essa campanha especial. Notamos um maior envolvimento e entusiasmo dos criadores, que buscaram os estabelecimentos comerciais credenciados ára venda de vacinas mais cedo que em anos anteriores, quando víamos que a maioria deixava para vacinar o rebanho nos últimos dias de campanha”, destaca o diretor da AGED.

Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação – O Maranhão deve ser reconhecido como zona livre de febre aftosa com vacinação no próximo mês de junho, quando o Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, deve assinar em São Luís a portaria ministerial que confirmará o novo status sanitário para sete estados nordestinos – Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte – e o Pará. Com a nova classificação sanitária os estados terão menos exigências para transitar com seus rebanhos em outros estados já reconhecidos como zonas livres. “O reconhecimento nacional diminuirá, por exemplo, o tempo exigido de quarentena para que nossos rebanhos participem de feiras agropecuárias em estados que já são zonas livres de febre aftosa. Mas a principal questão é que o reconhecimento nacional é o passo mais importante para a conquista do reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa, que quebrará definitivamente todas as barreiras de acesso do nosso rebanho aos principais mercados mundiais, como o europeu”, explicou o Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cláudio Azevedo. Ele informa que a expectativa é que o pleito de reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa seja avaliado pela Organização Mundial de Saúde Animal durante assembleia geral ordinária agendada para maio de 2014.

“É bom frisar, entretanto, que o reconhecimento nacional e internacional do Maranhão como zona livre não eximirá os criadores da responsabilidade de vacinarem seus rebanhos contra a febre aftosa. Pelo contrário, o controle será ainda maior”, alerta Fernando Lima.

 

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Fonte: Sagrima • Texto: Raquel Araújo

Data de Publicação: 19/05/2013 • Crédito das fotos: Arquivo / AGED

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